Comportamento e educação Filhos

Castigo – sim ou não?

30 de novembro de 2016

Mais um assunto polêmico… Desses que eu adoro! Mas, antes de continuar, preciso deixar bem claro que, aqui, a palavra castigo se refere ao fato de deixar a criança sentada quietinha pelo tempo que mamãe ou papai determinarem! Nada de palmadas, beliscões, tapas ou xingamentos! Isso não! Para crianças que já passaram dos dois anos de idade, uma outra forma utilizada para “castigar” os filhos é fazer com que não façam algo de que gostem, como por exemplo, usar o tablet, ver TV ou jogar vídeo game!

Na verdade, ainda não usei nenhuma dessas táticas com a minha boneca, apesar de achar que já devia ter agido assim em algumas situações! Bem, então vamos lá! Nas minhas leituras e pesquisas, vi as mais diversas opiniões em relação ao castigo. Segundo alguns psicólogos, se seu filho consegue ficar sentado e quieto por um tempo, o castigo não vai traumatizá-lo, mas também não vai fazer com que ele aprenda a se comportar melhor! Outros afirmam que, com a intervenção dos pais, as crianças aprendem a se socializar e a ter noções do que pode ou não pode ser feito. E existem ainda aqueles profissionais que dizem que esse jeito de agir, punindo as crianças, pode trazer problemas futuros. Eles acreditam que os pais devem respeitar a criança e ensiná-la, sem punir, pois a punição elimina o comportamento indesejado, mas, a longo prazo, não educa!

Quando temos uma criança em casa sabemos que, em determinados momentos, torna-se muito difícil lidar com ela! O que temos que ter em mente é que, na maioria das vezes, crianças pequenas nem sempre se comportam de forma inadequada porque querem! Morder, gritar, jogar coisas no chão ou virar o prato de comida podem ser sinônimos de alegria, medo, frustração ou raiva! Lidar com isso é difícil pra eles, por isso tentar fazer com que eles se saiam bem nessas situações é tão importante. Na minha opinião, devemos falar e conversar antes de agir! Mas… o fato é que falamos uma, duas, três, cinco, vinte vezes e? Nada! rsrs… Aí, já estamos beeeem cansados!

Pois bem, voltando ao tema “CASTIGO”, quando devemos começar? Eu acredito que colocar uma criança “para pensar”, quando ela tem de 1 para 2 anos, não é uma coisa que vá trazer resultados! Não da né gente? Por isso acho que a idade deve ser levada em conta e cada forma de educar deve estar relacionada à ela! Penso que, nessa faixa etária, a criança deve ser impedida de continuar com o mal comportamento, por exemplo, morder um coleguinha! Os pais podem segurá-la e retirá-la dali falando que essa não é uma coisa legal de se fazer, ao mesmo tempo, distraindo-a com outras coisas! A partir dos 2 anos de idade, já podemos tentar mostrar que vai haver uma consequência para o mal comportamento! Hum… Será que ainda é cedo gente? Me ajudem! Na verdade, acho que cada um de nós conhece o próprio filho e sabe a melhor maneira de agir, apesar de não abrir mão das minhas leituras! Elas me orientam demais!
Uma coisa nunca deixo de fazer com a Luana, quando ela se comporta de uma maneira inadequada: mostrar que não gostei daquilo que ela fez! Demonstro isso conversando, com voz firme! Procuro mostrar que eu e/ou papai temos o comando da situação e que ela não vai nos deixar inseguros! Outra coisa importante pra mim: essa “punição”, digamos assim, deve ser imediata, ou seja, logo após o ocorrido! E deixo claro o motivo pelo qual estou agindo daquela forma! Gente, é difícil viu? Muito! Nem sempre temos a paciência necessária! E eu percebo que as crianças nos desafiam e nos testam a todo momento! Considero normal! Nos resta pedir paciência para lidar com cada situação e tentar fazer o melhor que pudermos! E por aí gente? Utilizam algumas dessas táticas? Como as coisas acontecem? O que vocês pensam sobre o castigo? Concordam com ele? Ou não? Vamos compartilhar nossas experiências!
Beijinhos,
Tati Carvalho

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6 Comments

  • Reply Kátia Rangel 1 de abril de 2015 at 23:42

    Eu abaixo e tento olhar nos olhos do meu filho, mas ele percebe q será repreendido e se contorce todo, tentar escapar… Entao o seguro c firmeza -se nao ele escapa – busco seus olhos e falo: não pode ou assim não. O mais importante é o tom de voz – firme, sério e sem gritar – e não o q digo. Normalmente, o mau comportamento é comigo e concluo como tentativa de me dominar: me morde quando está c fome, mas não morde outras crianças; me bate no rosto e puxa meu cabelo ao meo tempo em q ri, como quem quer agradar e, igualmente o repreendo, e não faz c mais ninguém

    • Reply Tati Carvalho 2 de abril de 2015 at 07:48

      Olá Kátia! Isso aí! Acredito que vc esteja no caminho certo! O tom de voz, firme e sério, é bem importante! E, como vc, também não acredito nos gritos! Que legal sua participação e sua experiência! Esteja sempre entre em nós ok? Beijinhos!

  • Reply Rosangela Rodrigues 9 de julho de 2015 at 22:12

    Olá,então acho o castigo válido mas na hora certa,os bebês começam a entender o castigo depois de uma certa idade a qual gostaria muito de saber porque já coloquei meu filho de 2 anos de castigo ele até ficou mas precisei ser muito dura com ele e depois fiquei muito arrependida.Acho pecado colocar de castigo crianças tão pequenas c elas ainda nãoentendem porque estão naquela cituacao, enfim apesar que e de pequeno que c aprende.Fica a dúvida qual a idade melhor para educar com castigo?

    • Reply Tati Carvalho 10 de julho de 2015 at 19:38

      Ei Rosângela! Então… Difícil isso né?! Por aqui ainda não coloquei Luana de castigo! Nunca! Acho que sou da turma que acredita que o castigo acaba não educando! rsrs… Mas, enfim, a partir dos 3 anos acho que a criança já tem uma capacidade de compreensão e então podemos deixar claro o que pode e o que não se pode fazer! Conversar, explicar e mostrar que estamos sempre por perto para ajudá-los no que for preciso é bem importante! Sorte com o seu baixinho aí! Beijinhos!!

  • Reply Elisa 13 de julho de 2015 at 00:51

    Minha filha de 1a6m. Quando ela faz algo que não pode, eu digo não. Ela as vezes leva numa boa, muda o foco, outras vezes eu preciso impedir fisicamente, ela fica triste, sente raiva, chora. Eu abraço ela, dou carinho e explico “porque machuca”, “porque quebra”, “porque faz dodói”. Ela se acalma, se sente acolhida. Mesmo brava comigo, ela quer me abraçar. Depois de amparada, ela me escuta. Esse é o meu estilo, acolher para depois conduzir. Não uso de castigos.

  • Reply Tati Carvalho 13 de julho de 2015 at 07:06

    Elisa, exatamente isso! Também acho que deve ser assim! A criança, mesmo fazendo algo errado, deve se sentir acolhida e amparada! E outra: eu não acredito que deixar de castigo (sentadinha, sozinha e, muitas vezes, chorando), vai fazer com que ela aprenda que aquilo que fez não pode ser feito! É interessante como elas vêm para nos abraçar mesmo percebendo que estamos bravas, não é? Aqui tb é assim! ?? Obrigada querida!
    Beijinhos!

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